Barça paralisado vê Real quebrar enguiço em Camp Nou

Camp Nou, Barcelona – 23-04-2002 – Meias-finais
Barcelona
Barcelona
0 - 2
Real Madrid
  • Zidane 55
  • McManaman 90+2
Real Madrid
Emoção constante

Sem vencer em Camp Nou há 19 anos, o Real não era considerado favorito à partida para a primeira mão das meias-finais, frente ao Barcelona, mas depois de aguentar a pressão inicial, a equipa de Vicente del Bosque brilhou.

2001/02

• O Real Madrid CF marcou 35 golos na prova, igualando o seu próprio máximo para o clube vencedor, estabelecido em 1999/2000. Os golos foram apontados por 14 jogadores, com Raúl González a somar seis.

• Real Madrid, Barcelona e Bayer 04 Leverkusen deram a volta a desvantagens de um golo trazidas da primeira mão para atingir as meias-finais, com o Real e o Leverkusen a marcarem o tento decisivo nos últimos seis minutos.

• O FC Bayern München igualou o recorde do AFC Ajax de 19 encontros da UEFA Champions League sem perder, com o Real Madrid a colocar um ponto final na caminhada do detentor do troféu, ao vencer a partida da segunda mão dos quartos-de-final, no Santiago Bernabéu.

 

No virar do milénio, o Camp Nou era, mais do que nunca, um palco intimidante para as equipas visitantes, mas o Real Madrid CF aguentou a vaga de ataques na primeira mão das meias-finais, frente ao FC Barcelona, e somou uma vitória por 2-0 que o deixou a um pequeno passo da final da edição 2002 da UEFA Champions League.

Esta competição podia ser a especialidade do Real, mas depois de dois títulos da La Liga nos últimos três anos, o Barcelona era ligeiramente favorito à partida para esta eliminatória. O gigante catalão não perdia em casa frente ao eterno rival há 19 anos, mas golos de Zinédine Zidane e Steve McManaman, na segunda parte, colocaram um ponto final nessa série impressionante.

O Real foi obrigado a lutar pelo sucesso – que outra coisa seria de esperar? – já que os anfitriões começaram a todo o gás. Com Patrick Kluivert, Marc Overmars e Javier Saviola a combinarem bem, tiveram várias oportunidades numa primeira parte de sentido único, estando perto de marcar quando Luis Enrique cabeceou à barra, após canto de Fábio Rochemback.

O "massacre" parecia continuar depois do intervalo, com Overmars a rematar ao lado, mas a resposta do Real, sem o castigado Luís Figo, foi devastadora. Raúl González rasgou a defesa da casa e isolou Zidane, que escapou à marcação de Philip Cocu pela primeira vez; à saída do guarda-redes Roberto Bonano, o médio picou a bola para as redes desertas.

Foi uma lição cruel, de que se devem aproveitar as oportunidades criadas, enfatizada ainda mais quando Luis Enrique, momentos depois, cabeceou por cima. No extremo oposto, Guti não fez melhor, mas o seu substituto, McManaman, garantiu que esse falhanço não viria a sair caro aos "merengues", mantendo a calma após boa jogada entre Raúl e Flavio Conceição. Esse resultado deixou o Barcelona com uma tarefa muito complicada para a segunda mão; mesmo com Rivaldo de regresso, após lesão, foi impossível recuperar.

Estrelas

  • Luis Enrique

    Membro da elite de jogadores que representou o Real Madrid CF e o FC Barcelona, Luis Enrique era um médio franzino, mas muito competitivo, que marcou mais de 100 golos em competições internas e ganhou uma Liga espanhola e uma Taça de Espanha no Real antes de mudar-se para Camp Nou, onde duplicou ambas as conquistas na sua passagem de oito anos pelo gigante da Catalunha. Foi capitão da selecção de Espanha, pela qual jogou 62 vezes, e também conquistou uma Taça dos Vencedores das Taças pelo Barça antes de tornar-se treinador.

  • Makelele

    Claude Makélélé ajudou a redefinir a posição de "trinco" a tal ponto que, em Inglaterra - onde representou o Chelsea FC -, simplesmente passou a ser "a posição Makélélé", com o internacional francês, nascido em Kinshasa, a alcançar sucesso por onde passou. Internacional 71 vezes, ganhou o campeonato em França, Espanha e Inglaterra, ajudando o Real Madrid CF a conquistar a edição 2001/02 da UEFA Champions League. Actualmente é treinador.

  • Guti

    Alto, louro e facilmente reconhecível, Guti começou como avançado, mas foi como criativo esquerdino que fez carreira, compensando a falta de mobilidade com inteligência e uma capacidade inata para assistir os companheiros. Excluindo os 16 meses no Beşiktaş JK, o internacional espanhol passou toda a sua carreira no Real Madrid CF, muitas vezes como suplente de luxo, contribuindo para a conquista de cinco títulos da La Liga e três troféus da UEFA Champions League.

O que aconteceu depois?

• O Real Madrid CF venceu o Bayer 04 Leverkusen por 2-1 na final, com Zinédine Zidane a apontar o golo da vitória em Glasgow com um espectacular remate à meia-volta, depois do golo madrugador de Raúl González ter sido anulado.

• No entanto, as ambições do Real na La Liga esfumaram-se; somou apenas um ponto nos últimos três jogos e caiu para o terceiro lugar, atrás do RC Deportivo La Coruña e do campeão Valencia CF.

• O FC Barcelona ficou a dois pontos, no quarto lugar, desfecho que levou à saída do treinador Carles Rexach; na época seguinte, sob o comando de Louis van Gaal, foi sexto classificado.

• Tal como duas épocas antes, a defesa do título do Real terminou nas meias-finais, eliminada pela Juventus com um resultado total de 4-3. Desde então, nunca mais passou dessa fase.

• Vicente del Bosque, que surpreendentemente deixou o Real depois de ganhar a La Liga em 2002/03, tornou-se no primeiro treinador a conquistar a UEFA Champions League, o EURO e o Campeonato do Mundo.

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